PORTO SEGURO – BA

Pindorama, Pindorama É o Brasil antes de Cabral

Pindorama, Pindorama É tão longe de Portugal

Fica além, muito além Do encontro do mar com o céu

(Palavra Cantada)

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Em 2007, Davi e eu, estivemos algumas vezes em Porto Seguro – BA! Nesta época, nós morávamos em Salvador e de lá pegamos um avião direto para este lugar cheio de riquezas e encantos.                                                                                                                                                      

As origens, as florestas, o céu que encontra o mar. Lugar onde o povo brasileiro começou a ser expulso do paraíso. Povos Indígenas, presentes!

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O motivo que nos levou foi profissional. Foram quase dois anos de convivência com o Povo Pataxó em Porto Seguro e região, num trabalho emocionante e inesquecível.

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Meu filho teve algumas oportunidades de me acompanhar e conhecer um pouquinho dos povos indígenas do Extremo Sul da Bahia.

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Durante os trabalhos desenvolvidos com o Povo Pataxó foi possível participar dos seus rituais sagrados.

“Nós, Povos Indígenas, caminhamos em direção ao futuro nas trilhas dos nossos antepassados. Do maior ao menor ser vivente, das quatro direções do ar, da água, da terra e das montanhas, o Criador colocou a nós, povos indígenas, em nossa terra, que é nossa mãe.”   (Declaração da Aldeia Kari-Oca – Eco/92)

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Junto de Itana, amiga querida, percorri as aldeias indígenas em aprendizados para a vida toda. E lá, atrás de nós o Monte Pascoal.

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Respiramos história, natureza, encantos e conflitos de várias ordens. Para quem reside ou está a trabalho no cotidiano da região é possível sentir as dores do povo.                            Povo que luta pelos seus direitos a uma vida digna com moradia, terras para produzir, educação, saúde, saneamento, alimento saudável. Sabemos que esta luta está em todo nosso país.

Esperando a terra chegar eu vivo. Na esperança de ter um lugar, meu canto, um abrigo
…Peguei a enxada deixei a viola. Preparei a terra pro feijão de corda. Tanta terra pra distribuir, E eu aqui na beira da estrada criando raiz. (O Hino da Reforma Agrária)

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Com biodiversidade rica e ameaçada de extinção Porto Seguro resguarda uma parte dela em forma de  Unidades de Conservação, como os Parques Nacionais que podem ser visitados por todxs.

“Biodiversidade é a biblioteca das vidas. ” (Thomas Lovejoy)

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Muitas vistas que temos em Porto Seguro nos remete a memória do estudioso de mares e oceanos, Jacques Cousteau:

“Tenho esperança de que um maior conhecimento do mar, que há milênios dá sabedoria ao homem, inspire mais uma vez os pensamentos e as ações daqueles que preservarão o equilíbrio da natureza e permitirão a conservação da própria vida.”

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Um perder de vista que encontra a paz na imensidão do azul do mar de Trancoso, um dos lugares mais procurados em Porto Seguro.

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Trancoso é um distrito de Porto Seguro, que tem uma praça chamada Quadrado onde tudo acontece. O turismo é forte neste lugar que além de ser muito lindo, tem muitos restaurantes, lojas caras e badalações.

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Depois de alguns anos, pude voltar com meu filho em Porto Seguro. Aqui eu contei muitas histórias para Davi, que já estava em idade de compreender melhor os acontecimentos das nossas vidas e da formação do nosso povo, do nosso país.

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Em muitos momentos Porto Seguro permite que sejamos leves, transparecendo o seu colorido alegre que nos contagia.

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Além de Trancoso, Porto Seguro tem outros distritos especiais que merecem ser visitados, como o paraíso de Caraíva, o pouco conhecido e encantador Vale Verde e o charmoso e muito procurado Arraial d’Ajuda.

De Caraíva eu quero as praias. Do Vale Verde eu guardo no coração as pessoas e suas relações. E do Arraial…Confesso que eu quero mesmo é a sua gastronomia. Hummmmm é cada prato simples ou muito bem elaborado, que só de lembrar dá água na boca. Mas, podemos ficar só com um sorvetinho, também.

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Gostaria muito que toda brasileira e brasileiro pudesse conhecer com profundidade a Bahia. Porto Seguro seria um bom começo. Para além do turismo que apresenta lugares esplêndidos, isso aqui é aprendizado puro, aqui temos as nossas raízes.

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PARQUE NACIONAL DE SUPERAGUI – PR

E no fechamento de 2015, Davi e eu, brindamos os presentes do universo no Parque Nacional do Superagui – PR.

Natureza é uma força que inunda como os desertos. Que me enche de flores, calores, insetos – e me entorpece até a paradeza total dos reatores. Então eu apodreço para a poesia. (Manoel de Barros)

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O Parque Nacional do Superagui está localizado no litoral norte do estado do Paraná, no município de Guaraqueçaba, sendo formado por área continental e áreas insulares, compondo o complexo estuário de Paranaguá, Cananéia e Iguape.

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Saímos de carro de Curitiba percorrendo quase 100 km pela BR-277 rumo à Paranaguá – PR, cidade onde fica o maior porto graneleiro da América Latina – desta seguimos direto ao Parque Nacional.

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Embarcados numa “voadeira” nos aventurando em alto mar ao lado dos grandes navios. Mas, logo nos distanciamos da agitação do Porto de Paranaguá e encontramos apenas o agito das ondas do mar.

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Após 1 hora e meia na voadeira chegamos ao nosso destino – a Ilha de Superagui no Parque Nacional, mais precisamente na pousada “Sobre as Ondas”, com vista para o belo.

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Hora de caminhar e fazer o reconhecimento da área!
Saímos em busca de interação com a praia, restingas e manguezais do Parque Nacional.

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A tarde caiu levando aos poucos o sol que se diluía em nossos olhares extasiados.

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A contemplação daquele cartão postal vivo permitia a limpeza de pensamentos, que se enchiam apenas de gratidão por mais um ano que se findava na liberdade do nosso imaginário.

Sou livre para o silêncio das formas e das cores. (Manoel de Barros)

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Amanhecemos felizes e dispostos para vivenciarmos as belezas diversas do Parque Nacional de Superagui.

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Davi e eu seguimos pela Trilha da Praia Deserta de Superagui num percurso tranquilo de cerca de 1 hora.

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A trilha suave nos proporcionou um bem-estar contido no silêncio da restinga quebrado pelo rastejar de lagartos e zumbidos de insetos que pousavam em bromélias floridas.

“Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade das tartarugas
mais que a dos mísseis.
Tenho em mim esse atraso de nascença.”
(Manoel de Barros)

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Ao término da trilha nos deparamos com a praia que nos convidava a molhar os pés num brincar entre mãe e filho.

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O lugar é um deleite para os olhos, corpo, mente e alma que se entregaram a natureza tão completa de rio e mar, montanha e praia, sol e nuvens.

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Novamente embarcamos na voadeira, agora para um passeio de 5 horas por outras bandas do Parque Nacional, sendo possível explorar os sentidos da liberdade que nos envolvia.

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A vegetação densa banhada por céu e mar nos acalmou num giro de 180 graus.

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Fomos parar nos idos de 1800, em meio a floresta e mar, com suas belas arquiteturas portuguesas que solidificavam a triste catequização indígena.

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Entre as várias ilhas que integram o Parque e suas redondezas, visitamos desde a famosa Ilha do Mel até a menos popular Ilha das Peças, mas de beleza intensa.

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Vale um destaque para a Ilha do Cardoso já no estado de SP, fora dos limites do Parque Nacional de Superagui. Esta Ilha é um Parque Estadual de SP que era meu sonho de consumo desde os tempos de estudante de biologia. Sonho realizado e junto do meu
filhote!

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Ali escondida temos o Guará – espécie de ave que dançava por horas em bandos no palco celestial.

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Outra espécie de ave que aparece para dar show, em revoada ao final da tarde, em Superagui é o papagaio roxo, porém, não tivemos o privilegio de avistá-los. Um sinal que temos que voltar neste paraíso para tentar a sorte novamente.

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Com o céu num espetáculo constante em alto mar os golfinhos saltitavam para contemplá-lo. Sem saber nos inundavam de alegria e risos com as tentativas de fotos que não os registravam.

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Depois de 4 dias no Parque Nacional de Superagui retornamos ao município de Paranaguá, que nos acolheu em seu colorido de barquinhos e um convite para o seu encanto guardado historicamente em casarões, museus e espaços culturais.

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http://www.superagui.net/

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PARQUE NACIONAL DA TIJUCA – RJ

O Cristo está de braços abertos no topo da montanha!

Cantando Gilberto Gil ou Leila Pinheiro, lá fomos nós viajar na viagem.

“Cristo Redentor, consolador, domina a paisagem. 

Todo o meu fervor, me acompanha nessa viagem”

Entre as maravilhas do Rio de Janeiro, escolhemos mostrar um pouco das nossas andanças pelo Parque Nacional da Tijuca que protege um patrimônio natural e histórico.

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Compadre e Comadre (Rodrigo e Fabiana) – padrinhxs do Davi – são responsáveis pela felicidade que tivemos em conhecer este Parque Nacional, que é o mais visitado do Brasil.

O Parque está dividido em 4 setores conhecidos como: Floresta da Tijuca; Serra da Carioca; Pedra da Gávea ou Pedra Bonita; e Pretos Forros.

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O Parque Nacional da Tijuca foi criado para proteger sua exuberante floresta, fruto do maior projeto de reflorestamento do mundo. O plantio teve início em 1861 para recompor a área, que foi devastada durante muitos anos para a produção de carvão e cultivo de café.

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Além de resguardar a floresta, com suas belas paisagens, biodiversidade, trilhas, cachoeiras e grutas, o Parque protege uma das sete Maravilhas do Mundo – o Monumento do Cristo Redentor !

Ele foi eleito por duas vezes (2007 e 2012) como um dos lugares mais lindos do mundo.

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Desde 1931, quando foi inaugurado, vem encantando ao mundo que o vê de perto ou de longe com toda sua imponência de 38 metros de altura no alto do Morro do Corcovado.

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“…Sob o alto Corcovado, engastado, tens o Cristo Redentor,

dominando a Guanabara, jóia rara, do teu reino de esplendor…”

(Terra Virgem  – Vicente Celestino)

São varias as poesias e músicas inspiradas no Cristo, além disso, são inúmeros adultos e crianças que se inspiram para brincar em registros fotográficos.

O Parque da Tijuca é tão cheio de atrativos, que um dia é pouco para apreciá-lo.

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No 1º dia fomos ao setor da Serra da Carioca. Seguimos pela estrada das Paineiras e do Corcovado apreciando seus mirantes, grutas e fontes d’água.

Quanto mais subíamos, mais lindos nossos olhos ficavam em mirantes de ângulos mil.

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Do mirante Dona Marta, a 364 metros de altitude, um heliporto se abre e dali anunciava que aquilo tudo era só uma pitada de beleza, nos estimulando a descobrir mais encantos do Parque da Tijuca.

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A poesia do Pão de Açúcar, avistado do alto, se misturava com a nossa alegria de estarmos naquele lugar que nos conectava as fantasias de criança.

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Unindo poesias a aventuras, no 2º dia fomos até o setor da Floresta da Tijuca um lugar com muitas cachoeiras, Centro de Visitantes e trilhas.

Para quem está preparadx, fisicamente e com tempo disponível, pode até encarar varias trilhas num dia só.

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Nós escolhemos apenas uma trilha. Fomos ao Pico da Tijuca, que é o segundo Pico mais alto da cidade do Rio de Janeiro.

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A trilha em ziguezague nos levou ao alto da montanha, de forma tranquila e sombreada quase o tempo todo. Em seu último lance ela nos surpreendeu com um paredão de inclinação acentuada.

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Encontrar um desafio na trilha de 2800 metros de distância, acelerou o coração e nos libertou do medo. Aquela escada esculpida no paredão e o corrimão de correntes nos davam segurança e coragem.

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E no topo de 1021 metros de altitude, brindamos extasiadxs o cenário multicolorido das montanhas.

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Num zoom para a Pedra da Gávea e Pedra Bonita, distantes de nossos pés, deixamos nossa imaginação voar livre em rampas ilusórias do Pico da Tijuca.

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A imensidão invadiu as atenções de padrinho e afilhado que fitavam silenciosos as belezas do Rio de Janeiro.

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Descendo do Pico, olhávamos logo abaixo a Fabiana e ao longe o estádio do Maracanã no meio do concreto da cidade.

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Se estiver no Rio de Janeiro aproveite para visitar o Parque Nacional da Tijuca, uma Unidade de Conservação administrada pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

Fiquem por dentro dos valores, atrativos, caminhos para acessar e outras informações no http://www.icmbio.gov.br/parnatijuca/guia-do-visitante.html

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Fotos: Rodrigo, Fabiana, Henriqueta e Davi.

OBS: Viagem realizada em maio/2015.

SANTA CRUZ CABRÁLIA – BA

O município de Santa Cruz Cabrália fica no Extremo Sul da Bahia, distante aproximadamente 25 km de Porto Seguro.

Cenário do início da dizimação dos povos indígenas com a chegada de Pedro Álvares Cabral e toda colonização do Brasil.

Neste lugar vive o Povo Pataxó – a resistência!

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Nas férias de 2015, Davi e eu, partimos do aeroporto de Guarulhos-SP rumo a Porto Seguro – BA, onde ficamos hospedados, lá pegamos um ônibus até Santa Cruz Cabrália por apenas R$ 3,50.

Passamos o dia sendo impregnados de história, paisagens, exuberância e emoção.

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Turismo em Santa Cruz Cabrália, não apenas para apreciar suas belezas naturais, mas, para refletir sobre nossas origens e a formação do nosso povo.

Minha expectativa para apresentar este lugar ao meu filho era gigante pela própria natureza.

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Quem nos explica coisas importantes sobre a formação da nossa sociedade é o antropólogo, filósofo, escritor e maravilhoso Darcy Ribeiro, em especial, na sua obra “O Povo Brasileiro”.

“… só temos o testemunho de um dos protagonistas, o invasor. Ele é quem nos fala de suas façanhas. É ele também, quem relata o que decidiu aos índios e negros, raramente lhes dando a palavra de registro de suas próprias falas. O que a documentação nos conta é a versão do dominador.”

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Estar em Cabrália é também recordar parte da minha trajetória profissional vivida junto ao Povo Pataxó, de 2007 a 2009, na Aldeia de Coroa Vermelha uma grande aldeia indígena urbana com cerca de 5000 índios.

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Trabalhar com os índios em Coroa Vermelha foi um dos presentes que recebi do universo.

Oportunidade em que conheci um pouco dos seus rituais, suas moradias, das suas danças e cantos, pinturas e artesanatos, das suas lutas e sonhos.

Gratidão eterna.

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Coroa Vermelha guarda muitas histórias, entre elas, a celebração da 1ª missa do Brasil em 1500. Hoje no local tem uma cruz para simbolizar o ato, além de um museu e centro comercial de artesanato com barracas indígenas.

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Lugares acolhedores oferecem sombra em praias azuis e quentinhas.

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Depois de uma manhã em Coroa Vermelha seguimos até o centro de Cabrália onde embarcamos numa balsa para conhecer outros lugarejos, ainda, do mesmo território municipal.

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No atravessar da balsa avistávamos a paisagem e o centro histórico de Cabrália no alto do morro que se distanciava de nossas vistas para dar vez a uma história mais recente.

A travessia nos levou a Santa Cruz Cabrália que foi palco da Copa do Mundo de 2014.

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Ao descer da balsa, eu e Davi, caminhamos por 2 km e chegamos à Vila de Santo André, local onde a inesquecível seleção da Alemanha se hospedou no Brasil.

Eles escolheram muito bem o local, ficaram no paraíso.

Sem comentários, está explicada a vitória!

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A Vila de Santo André, que sempre foi exuberante, a partir da Copa do Mundo ficou famosa e agora recebe mais turistas que em outras épocas.

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Foi num grande estímulo ao pensar que eu quis levar meu filho a Santa Cruz Cabrália. Estava inspirada pelo Darcy Ribeiro em sua obra Noções de Coisas no qual diz:

Viva aceso, olhando e conhecendo o mundo que o rodeia, aprendendo como um índio. Seja um índio na sabedoria.

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Visite Santa Cruz Cabrália – BA e converse com os índios e com a natureza!

Um local com muitos pontos turísticos educativos. Restaurantes e pousadas para todos os gostos e bolsos. Cidade mais barata e tranquila que Porto Seguro que está ao lado.

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PARQUE NACIONAL DA SERRA DO CIPÓ e APA DO MORRO DA PEDREIRA

Quem tem amigo/amiga tem tudo nessa vida!!!!

Final do ano de 2012 chegou e com ele a necessidade de conhecer um novo destino.

O universo está sempre conspirando e surgiu um amigo da amiga que abriu as portas do paraíso para mim e meu filhote Davi, na época com 7 anos.

Rota traçada rumo ao Parque Nacional da Serra do Cipó e APA (Área de Proteção Ambiental) do Morro da Pedreira MG, o paraíso!

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Eu e Davi, saímos do aeroporto de Guarulhos – SP até Belo Horizonte – MG, onde encontramos o novo amigo querido para seguir o nosso destino de carro pela Rodovia MG-010 até o km 94 e deste ponto mais 3 km por estrada de terra.

Pronto, em aproximadamente 1 hora e meia, lá estávamos nós na sede do Parque Nacional com os novxs amigxsDicão e sua linda filha Ana Luiza.

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O Parque Nacional da Serra do Cipó e a APA do Morro da Pedreira situam-se na parte central do estado de Minas Gerais, mais especificamente, nos municípios de Jaboticatubas, Santana do Riacho, Morro do Pilar, Itambé do Mato Dentro e seu entorno.

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As duas áreas são Unidades de Conservação e juntas protegem mais de 100.000 hectares com uma rica biodiversidade, espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção, recursos hídricos e cenários exuberantes.

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 Esta viagem me levou à escuta do silêncio da beleza dos paredões, vegetação e águas cristalinas.
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Os atrativos são tantos que ficamos por lá 7 dias e não conhecemos todos os encantamentos que existem. Precisaremos voltar mais umas 101 vezes!

Registro aqui, apenas, um pouquinho das nossas peripécias nesta região repleta de trilhas, rios, cachoeiras, cânions, travessias, além da riqueza cultural e muito artesanato, pousadas, guloseimas...

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Com instinto aventureiro, eu e Davi, fizemos a Trilha da Cachoeira da Farofa com 16 km (ida e volta). Sem a necessidade de guia, saímos sozinhos às 09h da portaria do Parque Nacional e retornamos às 16h.

Muitos visitantes fazem essa trilha de bicicleta ou cavalgando.

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Achamos a trilha bem fácil, porém é longa e o calor era intenso, precisávamos de paradas estratégicas para descanso, relaxamento e até meditação.

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Queríamos seguir lentamente, aceitar os convites irrecusáveis da natureza para interagirmos com ela, aliviando nosso cansaço e nos extasiando com o seu poder de renovação.

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Cantando Lenine pudemos lavar a alma atravessando o rio manso que refrescava a nossa caminhada.

No atravessar do rio só mesmo Manoel de Barros para compreender nossa emoção e alegria.

   “Afundo um pouco o rio com meus sapatos.                                                           Desperto um som de raízes com isso
    A altura do som é quase azul.

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Após 8 km de caminhada lá estava ela – a Cachoeira da Farofa!

Fizemos um lanchinho/almoço como bons “farofeiros e ganhamos energia para retornar os 8 km.

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Outra trilha que fizemos foi a Cachoeira do Capão dos Palmitos com cerca de 10 Km de caminhada (ida/volta).

Embora essa trilha fosse mais curta, a dificuldade era um pouco maior devido ao relevo acidentado e altitude elevada.

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Os campos iluminavam e perfumavam o nosso caminho solitário de belas descobertas.

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O Parque Nacional se abria para nós em detalhes floridos e diversificados colorindo nossos olhos e aguçando nossas mentes.

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Na APA do Morro da Pedreira encontramos a Cachoeira Grande – um local lindo, gostoso e de fácil acesso.

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Neste lugar ficávamos apenas “lagarteando” e recebendo dádivas do universo em forma de amigxs Dicão, Laura, Felipe, Izinho, Carla, Claudia, Davidson, Cida, Danilo e outras flores e estrelas que abrilhantavam a nossa viagem.

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Na travessia de outro rio, dessa vez com maior profundidade, vivenciamos os desafios de sair das margens que nos prendiam em nossas limitações do corpo e alma.

Agradeço ao meu amigo Dicão, que possibilitou a mim e ao meu filho sentirmos a intensidade da natureza de maneira terna e segura.

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A Serra do Cipó guarda também a história e cultura do seu povo.

Para homenagear uma figura ilustre da região, no final dos anos de 1980, prefeituras municipais se uniram para construir e inaugurar, no alto da Serra, a estátua do Juquinha que é um dos pontos turísticos mais visitados.

Juquinha era um andarilho querido do povo da região e dos turistas. Ele vivia a percorrer a Serra com flores, raízes e ervas nas mãos presenteando as pessoas ou trocando por coisas diversas, inclusive por comida.

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Visite o Parque Nacional da Serra do Cipó e a APA do Morro da Pedreira.

Compartilhe e desfrute com as crianças as belezas e riquezas naturais e culturais dessa região.

Leve na bagagem: chapéu, repelente, protetor solar, roupas leves, disposição e alegria.

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A Serra do Cipó está a cerca de 100 km de Belo Horizonte e tem uma ótima infraestrutura turística com muitos hotéis, pousadas, restaurantes e outros serviços.

Para saber mais entre no site:

http://www.icmbio.gov.br/portal/o-que-fazemos/visitacao/ucs-abertas-a-visitacao/206-parque-nacional-serra-do-cipo